quinta-feira, 17 de abril de 2008

Humanos, quem mais?

Derivamos mesmo de uma divindade superior?
Seriam os defeitos, então, parte interior
Do nosso tão citado e adorado criador
Seríamos menos humanos se a origem fosse menor?
Menos apoteótica e lenta, como se em torpor?

Se esse deus criou o homem para se ver defeituoso,
Estaria errado o homem ao torná-lo todo-poderoso?
E se a maravilha abriga sua alma na desolação
Eu não lhe critico, e mais, lhe dou razão
Pois até o mais cético dos ateus
Em meio a escassez de sua pujança
Já se deitou sobre a relva da hipocrisia
E se entregou a incerteza da esperança

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